Mostrar mensagens com a etiqueta camisola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta camisola. Mostrar todas as mensagens

sábado, 13 de dezembro de 2008

Ad Libidum 102 47 (8ª parte)

20h. Susan já não sabia o que fazer. Estava farta de olhar para o armário e não havia nada que a agradasse. Camisola demasiado quente, saia muito curta, vestido apertado, aquela cor não lhe ficava bem... Dez minutos depois decidiu-se por um vestido vermelho que não usava há anos e por um par de sapatos pretos. Arranjou o cabelo e saiu de casa.
Chegou ao prédio, subiu até ao andar correcto e tocou à campainha. Apesar de fazer tudo para o evitar, tremia. Anabela abriu a porta; tinha a camisa preta e uma saia vestidas.
- Desculpa, estive a preparar o jantar e ainda não tive tempo de me arranjar.
Susan beijou-a.
- Estás mais que perfeita.
Dirigiram.se para a sala de jantar. As únicas luzes presentes eram as das velas postas na mesa. Sentaram-se e Anabela serviu o jantar.
No fim do jantar, Susan estava ao mesmo mais relaxada e mais nervosa. O momento tinha chegado. Foram para a sala. Anabela perguntou-lhe se queria ver um filme.
- Eu agora só quero estar contigo.
Anabela tocou no pescoço de Susan. Beijou-a na face, nos lábios, no queixo, no pescoço. Mordeu-lhe a orelha. Susan arrepiava-se a cada segundo e começava a ficar molhada. Agarrou as costas de Anabela. As suas mãos caminhavam pela camisola dela. Então Anabela levantou-se.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ad Libidum 102 47 (7ª parte)

Olhou para cima, para os seus lábios, iguais aos do sonho. Sentia-se a tremer, não sabia o que fazer. "Eu vou buscar um copo com água", disse Ela. Chegou, fez-lhe uma festa na cara e disse-lhe para beber. Susan sentiu-se mais ridícula que nunca. E saberia essa mulher d'aquele amor? Bebeu a água e olhou-a mesmo nos olhos.

A mulher, que já sabia que Susan era a mulher que precisava, sentiu nos olhos desta a paixão necessitada, e ficou ainda mais apaixonada. Desde a primeira vez que Susan entrou no café ela ficara diferente. Ficava o dia inteiro à espera que ela aparecesse. E quando aparecia fixava-se nela, sorrindo estupidamente por dentro.

Naquele momento já não existia mais nada. Estavam as duas perdidas no olhar uma da outra. Nada mais importava. A mulher chamava-se Anabela. Anabela decidiu sentar-se ao lado de Susan. Sorriu. Perguntou se se sentia melhor, ao que Susan respondeu que sim. Pôs a mão por cima da dela.

O dono do café estava demasiado ocupado a dar ordens às outras empregadas do café para dar pela falta de Anabela. E quem entrava no café apenas via duas boas amigas sem mais nada que fazer!

Susan respirou fundo e, sem dar conta, disse a Anabela: "Preciso de te contar um coisa...". Anabela interrompeu-a: "Eu também: és linda!". Voltou a tocar-lhe na cara. Precisavam de se abraçar. Pegou-lhe na mão e arrastou-a até à casa-de-banho. Beijaram-se, sentiram os lábios uma da outra, sentiram as suas línguas, e agarraram-se, abraçaram-se.

Susan pediu-lhe: "Faz amor comigo!". Anabela respondeu que sim, mas não estavam no sítio em que ela sempre o imaginara.

Saíram da casa-de-banho e Anabela escreveu a sua morada num papel, que entregou a Susan. "Aparece às 21h"

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ad Libidum 102 47 (6ª parte)

Susan, assim que acordou, apressou-se a sair de casa de Pedro sem fazer o mínimo de barulho. Estava perturbada e não percebia o significado daquele terceiro sonho. Em poucos dias já tinha tido tantos sonhos daqueles...
Depois de uma noite de sexo sentia-se só, miserável... Sabia que Pedro a amava e ela... bem, tivera muitas dúvidas, mas nessa noite essas dúvidas tinham acabado. Não era Pedro que amava. Mas será que amava alguém? "Estou concerteza a ficar maluca. Tenho o homem mais bonito e romântico que se pode desejar e não estou feliz. Mas também não acredito que seja culpa daqueles sonhos estúpidos! Que eu... enfim... adoro. Quando sonho com ela sinto-me feliz, realizada, amada!"
E divagava... divagava...
E assim, meio triste, meio apaixonada, dirigiu-se ao café. Bem podia estar lá aquela empregada irritante, que ela não queria saber; agora sabia que não amava Pedro e os olhares que ela lhe lançara eram-lhe indiferentes.
Sentou-se. A empregada dirigiu-se à sua mesa: "Deseja alguma coisa?". Susan pediu o café do costume mas a empregada continuou, muito simpática: "Tem cá vindo muitas vezes. Trabalha aqui perto?". Mas Susan não a ouvira. Os seus olhos estavam involuntariamente colados ao seu decote e camisola preta. "Desculpe. Sente-se bem? Está completamente paralisada". Ela não conseguiu olhar a mulher nos olhos. Tinha conciência que esta não reparara, mas não era disso que tinha medo. Tinha medo de descobrir que era Ela.